COMO FOI? MACEIÓ, CAMAÇARI, SALVADOR E VITÓRIA DA CONQUISTA


Foto: Camarones no Tom do Sabor (Salvador) por Léo Monteiro

Um país com dimensões continentais como o Brasil é difícil de ser domado por uma banda, principalmente por um grupo independente e instrumental como o Camarones. Mas tamanho e distância não nos intimida e sempre damos um jeito de chegar a lugares que pareciam impossíveis até bem pouco tempo atrás.

Começamos nossa tour 2011 do jeito que começamos a de 2010, com um giro pelo Nordeste. Só que dessa vez fomos praticamente até a fronteira de Minas Gerais nos apresentar em Vitória da Conquista, tudo de carro: quase 3.000km rodados em 5 dias.

Saimos de Natal sexta bem cedo, eu já estava em Recife para conferir o Porto Musical e peguei o carro na saída da cidade. Por volta das 14h entramos em Maceió para cumprir o primeiro show da agenda no Grito Rock da cidade. O evento organizado pelo pessoal do Popfuzz aconteceu no meio do carnaval da cidade com uma série de blocos passando perto do palco localizado na região do Jaraguá. Ainda vimos um pedaço do show do Eek e do Rei Bulldog antes de começar nosso show.

O mais legal foi que o público estava bem disperso e quando começamos a nossa apresentação geral veio para frente do palco dançar e curtir a banda de perto. Foi até uma surpresa para gente, já que não tocávamos em Maceió desde março do ano passado. Não sei ao certo de público, mas chuto umas 2.000 pessoas frutuando em volta do palco e na frente dele. O som estava oquei e o show fluiu muito bem. Foi o primeiro teste fora da cidade com nossas músicas novas e deu para sentir que temos um bom repertório para utilizar.

Condições da estrada: De Natal até Recife trecho perfeito, quase todo dobrado e com excelente sinalização. A região metropolitana de Recife requer cuidado com alguns buracos e trânsito intenso. A sinalização para acessos a outros rodovias também é precária. O trecho Recife/Maceió via litoral é bem ruim nos primeiros 40km com muito trânsito e pista em obras. A via é boa mas não tem pontos seguros de ultrapassagem. Requer bastante atenção por conta de curvas fechadas e pista estreita.

Receptivo e produção: PopFuzz (www.popfuzz.com.br)


Foto: Camarones em Camaçari (Marilton Trabuco)

Dormimos pouco, acordamos cedo e rumamos para Salvador. Conseguimos chegar perto das 16h em Lauro de Freitas na região metropolitana onde mora o Dimmy, batera do Vendo 147 e sua família. Só deu tempo de comer algo, tomar um banho e rumar para Camaçari. O Grito Rock de cidade nos agendou para às 19h. Este foi nosso primeiro show com o Canastra que já estava na cidade desde cedo, recebidos pela turma do Maglore, boa banda baiana que também tocou conosco.

Chegamos na praça e a programação estava atrasada por problemas técnicos, tivemos que negociar nosso horário porque tínhamos outro show no mesmo dia em Salvador. Tudo resolvido, subimos no palco armado em praça público com estrutura honesta. Fizemos um check rápido e nos apresentamos pela terceira vez em Camaçari. Tinha até gente pergutando se éramos uma banda da cidade. A receptividade pro nosso lá é sempre muito boa. O Canastra também subiu em seguida e mandaram bala num show excelente. Acho que deveriam ter umas 500 pessoas na praça.

Não deu tempo nem para conversar, arrumamos tudo e saimos para Salvador pro segundo show da noite, desta vez no Tom do Sabor no Rio Vermelho distante quase 60km de onde estávamos. De novo chegamos em cima da hora já para montar os equipamentos e tocar. O espaço era bem curioso. Um lugar para shows e outro para discotecagem divididos por uma espécie de lounge que serviu de camarim para as bandas. Ainda na pilha de começo de tour fizemos um show bem intenso com a casa lotada (400 pessoas no total). O Maglore tocou em seguida mostrando que é a maior revelação da música pop baiana em muito tempo. Geral cantando tudo deles. O Canastra mostrou que tem fãs na Bahia num show bem participativo e o Vendo 147... quebrou tudo no final. Saimos surdos.

Estávamos tão cansados que dormimos esperando o show terminar por lá mesmo. Mesmo porque essa seria a única oportunidade de dormir em dois dias…

Condições da estrada: o trecho Maceió/Aracaju é muito ruim. A estrada está em obras em péssimas condições. A entrada de Aracaju tem até trechos de terra batida. Pegamos a linha verde no kilômetro 50 entre Aracaju e Salvador. Estrada excelente, sem trânsito e bem tranquila de trafegar. É o melhor jeito de ir para Salvador de carro.

Receptivo e produção: Camaçari – Pablício ([email protected]) e Salvador – Vendo 147 e Maglore (@maglore / @vendo147).


Apenas uma hora de descanso e nosso transporte para Vitória da Conquista chegou para uma saga de nove horas na estrada até a Suiça Baiana. Os quase 500km que separam Salvador da cidade ainda tiveram uma agravante na ida: o motorista errou o caminho nos atrasando quase 1h30 na viagem. A Van não cabia mais nada com as nossas coisas e as do Canastra juntas e não foi fácil encarar a turbulenta estrada que liga as duas cidades. Encaramos a empreitada com bom humor e chegamos novamente em cima da hora de tocar. No hotel ainda deu para ver um futebol com os Móveis Coloniais de Acaju e fazer um escambo de equipamentos de vídeo (hobby das duas bandas que sempre filmam tudo das tours e atividades).

Chegamos no Centro Cultural da cidade por voltas das 18h e já era hora de nos apresentarmos. O lugar deveria receber umas 800 pessoas e não sabíamos ao certo o que esperar. Para nossa surpresa muita gente nos conhecia, fruto do trampo de divulgação do show feito por lá. Quando começamos a frente do palco ficou lotada, apertada e o público foi muito participativo numa das apresentações mais legais que já fizemos. No final um coro gigante de “mais um” nos deu a dimensão do que estava acontecendo. Vendeu quase todos os discos na banca…

O Canastra e o Móveis também fizeram excelentes shows e antes da gente deu para ver o curioso grupo baiano Suinga, uma espécie de grupo indie inspirado no axé 80, que gostei muito. Tudo terminou por volta das 23h e às 06 da matina já estávamos a postos para voltar. Chgamos em Salvador as 15h, entramos no carro na sequência e só paramos de viajar 19h já em Aracaju. No outro dia às 06h da manhã mais estrada e chegamos em Natal às 19h.

Valeu cada kilômetro percorrido. Muito obrigado a quem foi nos shows e nos recebeu. Até a próxima.

Condições de estrada: o trecho inicial da viagem nos primeiros 150km é de pista dupla para Vitória da Conquista. Depois a estrada fica bastante conturbada porque é rota de caminhões no sentido Bahia/Sudeste e o trânsito é intenso. Requer muito cuidado com trechos de serra.  A pista não tem buracos ou problemas estruturais.

Receptivo e produção: Suiça Baiana ([email protected])

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6 respostas a COMO FOI? MACEIÓ, CAMAÇARI, SALVADOR E VITÓRIA DA CONQUISTA

  1. O Show de Camaçari, foi contagiante, os problemas técnicos ocorridos nas apresentações das primeiras bandas já estavam solucionados no momento do Show do CAMARONES, a energia da banda contagiou o publico, pena que em festivais com muitas bandas os intervalos acabam cansando um pouco o público, o show foi bem curtinho e deixou o gostinho de quero mais!
    Fotos das bandas que se apresentaram em Camaçari em:
    http://www.flickr.com/photos/mariltontrabuco/sets/72157626169562602/

    Parabéns!

  2. Punkerage disse:

    AHAHA o leozito e sua camisa do Black Drawing Chalks heheha

  3. Tom disse:

    O show de Vitória da Conquista foi foda! Parabéns mais uma vez e muitíssimo obrigado pela oportunidade de trabalhar com o Camarones mais uma vez! É sempre um grande prazer!

    Grande abraço!

    Tom

  4. Não conhecia a Camarones, mas logo que começou o show, a energia e o prazer que vocês demonstram ao tocar contagiou-me. parabéns!

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