COMO FOI: CAMARONES TOUR RIO E MINAS

Muito bem. Mais um trecho de gig do Camarones se foi e a agora voltamos aqui para dar um pequeno relato de como rolou tudo. Tínhamos a missão de cumprir sete pautas no Rio e em Minas entre shows, rádio, palestras e afins. O plano inicial eram para dez datas mas por causa do Rock in Rio ficou difícil articular mais coisas no estado do Rio de Janeiro, o que acabou trazendo alguns dias off na tour. Volta Redonda e Niterói ficam para uma próxima oportunidade.

Chegamos no Rio e ficamos hospedados em Laranjeiras, bairro incrível e boêmio, perto de tudo e excelente para dar uma relaxada pré shows. Como ficamos os dois primeiros dias sem pautas marcadas, aproveitamos o belo sol que fazia no Rio para conhecer melhor a cidade, passear e visitar pontos turísticos interessantes. Foi muito legal.

No sábado tínhamos nosso primeiro compromisso junto com o Canastra. Show na Musik em Juiz de Fora. Seria a primeira vez do Camarones por lá. As duas bandas se encontraram no fim de tarde de Laranjeiras, arrumamos a van e partimos em direção a região Serrana do Rio de Janeiro. O sábado estava meio chuvoso e o anoitecer vinha chegando. O caminho até Petrópolis é exuberante mas também assustador e uma pequena neblina já dava o ar da graça logo no começo da subida. Lá em cima, já em Petrópolis, resolvemos dar uma parada para encarar o tradicional rango do alemão (recomendo) e esticar as pernas.

Quando saímos de novo para a estrada a neblina fcou densa e a situação se complicou MUITO na estrada. Juro, não era possível ver nem um metro a frente da van, e o pior, não era possível parar porque poderíamos causar um acidente ainda maior. Foram 20 minutos de tensão até a neblina passar. O resto da viagem com curva e chuva parecia uma reta em dia de sol, depois do sufoco da neblina.

Chegamos bem a Juiz de Fora, jantamos e passamos o som no EXCELENTE pub Musik. Palco pequeno mas honesto, backline excelente e sonorização de primeira. Por lá devem caber umas 250 pessoas e tava bem cheio na hora que começamos nosso show. Foi massa e alto, vendemos muitos discos e já recebemos convite para voltar. O Canastra foi lá e fez o que todos já sabem, show divertido e animado com o público todo na onda deles.

No dia seguinte quatro de nós iam ao Rock In Rio. Eu e Ana queríamos ver o Metallica e dois Canastras iam tocar na Rock Street do evento. Ninguém dormiu direito (menos eu) e a turma chegou direto para van. Domingo off para quem não foi ao rolê mega global e cansativo para quem foi.

Segunda tínhamos agendada uma gravação com o Canastra na Toca do Bandido mas o técnico deve ter ido ao Rock In Rio também e sumiu do mapa. Quando o encontramos já era muito tarde para irmos ao estúdio e perdemos essa chance (eles já remarcaram essa atividade assim que voltarmos ao Rio).

Terça foi dia de show. Nossa pauta era no Oi Ipanema, excelente teatro localizado no bairro de mesmo nome, dentro das instalações do Oi Futuro, perna da telefonia que prioriza cultura. Passamos o som e deixamos todo bonitão, na sequência o pessoal do Os Dentes, que estava lançando um trabalho novo também passou tudo e o rock começou com o teatro absurdamente lotado (cerca de 150 pessoas sentadas e mais algumas em pé). Na hora do nosso show deveriam ter umas 50 pessoas e subimos com tudo para nos apresentar sem muito embaço. O problema veio em seguida, um dos amps (o de Léo Martinez) começou a parar e permaneceu parando até o final do show, o amp de Káká, que era na verdade para baixo, também perdeu rendimento e levamos o show na raça até o final. Mesmo assim a turma ainda pediu bis, e mesmo chateados com os problemas técnicos voltamos tocamos! Serve de lembrete: mesmo quando tudo parece perfeito é preciso ficar em alerta. Serviu de lição.

Tínhamos planos de esticar a noitada e ir até a inauguração do StudioRJ, mas quando o show não dá certo geral fica desmotivado e chateado e o melhor mesmo foi ir dormir.

Na quarta, já descansados, atropelamos o problema da noite anterior e seguimos na garra para o show no Oi novo Som. Um take via web no Estúdio da Oi que gera áudio e vídeo para as plataformas deles. Muito legal. Passamos o som, regulamos bem os equipamentos e às 20h em ponto entramos no ar. Foi uma hora de som e bate-papo em altíssimo astral. Tocamos muito bem e saímos satisfeitos. Foi uma bela despedida do Rio (voltaremos em breve). Saimos de Ipanema direto para rodoviária do Rio. A missão era dormir no ônibus e amanhecer em Belo Horizonte para mais dois shows em Minas. Nem vi nada depois que entrei no leito a caminho de MG. Acordei já na rodoviária.

Ficamos hospedados num estúdio com o excelente  receptivo do pessoal do Coletivo Pegada, com Lucas e Gabriel ficando com a gente praticamente o tempo todo. O almoço foi no mercado central de BH (muito bom como sempre) e às 18h já estávamos arrumados para três pautas distintas: uma visita a rádio universitária, uma palestra sobre gestão de carreira e o show. Kaká rumou para a rádio, eu e Ana seguimos para a palestra e Xandi e Léo ficaram nas relações públicas até a hora do show. A Velvet fica na Savassi, região boêmia de BH e recebeu um bom público no pub (que deve caber umas 150 pessoas). Show no chão, com o público próximo e bom equipamento nunca dá errado para nós. Foi ótimo e de novo rolou um bis.

A maratona de shows e atividades cobrou o preço e chegamos destruídos em casa. Só perto do meio-dia do dia seguinte e que viramos uma banda novamente. Era hora de seguir viagem para Sete Lagoas (80km de BH) para a nossa última pauta dessa parte da tour. O pessoal do Coletivo Colcheia nos atendeu super bem, fomos bem hospedados e estava tudo pronto para o show no Opinião, outro pub pequeno e caloroso, com capacidade para umas 200 pessoas. De novo estava bem cheio e com um público que parecia interessado no que tínhamos para mostrar. O pessoal do Zvook abriu os trabalhos e viemos em seguida. Lembra que eu disse é impossível prever o que vai acontecer num show ali em cima? Pois então. O fato é que em Sete Lagoas encontramos um dos melhores backlines que já pegamos na estrada, com um cabeçote Mesa Boogie bonitão e um Vox AC30 com dois falantes de 12” e um Ampeg valvulado de baixo. TOCAMOS ALTOOOOO! Nem a casa nem o público reclamaram e  show foi lindooooo! Encerramento com chave de ouro dessa parte de tour e o último show de Xandi, nosso batera, que agora segue compromissos profissionais em Natal que inviabilizam as viagens com a banda. Agradecemos a todos os espaços e coletivos que promoveram nossas datas e a Xandi por esse tempo junto conosco, fica o legado de dois belos discos e a amizade que reforçamos nesse período. Até a próxima!

TODOS OS CONTATOS DA TOUR
Coletivo Colcheia (Sete Lagoas) – http://www.facebook.com/profile.php?id=100001475278207
Opinião Pub (Sete Lagoas) – http://www.facebook.com/pages/Opinião-Pub
Coletivo Pegada (Belo Horizonte) – coletivopegada.org
Oi Novo Somwww.oinovosom.com.br
Canastra (RJ) – @canastrarj
Velvet Pub (Belo Horizonte) – @clubvelvet
Café Musik (Juiz de Fora/MG) – www.muzik.com.br

*todos os vídeos desse post foram gravados no Oi Novo Som, Rio de Janeiro/RJ!

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