COMO FOI? CAMARONES TOUR BAURU E SERRANA

Foto: Camarones no FestivalCanja em Bauru/SP

Continuamos nossa saga no interior de São Paulo e as aventuras tem se multiplicado enquanto estamos na estrada. Já são ao todo 17 atividades que faremos por aqui e a coisa promete bastante. No terceiro dia de shows aportamos em Bauru para nos apresentar no Festival Canja. Viagem tranquilo, uns 150km de Marília para lá e chagamos bem na sede do Enxame Coletivo que nos recebeu nessa parte da viagem.

Ficamos o dia por ali conversando com diversas bandas que também estavam no festival e esperamos dar a hora de passar o som. Fomos para casa, um lugar chamado JackPub, com capacidade para umas 800 pessoas (recebeu umas 400 na noitada). A boa estratura do espaço já dava sinais de que a noite seria bem boa, nossa passagem de som saiu como queríamos e ficou tudo pronto para a apresentação.

Ficamos por ali curtindo com o The Name de Sorocaba e o The Vain de Taubaté, duas ótimas bandas que dividiriam a noitada conosco. Novamente iríamos fechar as atividades, mas já há três dias sem dormir e temendo a queda de rendimento, pedimos para tocar mais cedo, o que foi prontamente atendido pela produção e pelas bandas parceiras. Já com a casa com ótimo público mandamos bem o nosso set.  Na pressão, terminamos o shows sem pele de resposta da caixa da bateria e com cordas quebradas, é o rock.

A próxima viagem era mais longa, Serrana/SP cerca de 250 km de Bauru. De novo estrada em boas condições (e dessa vez com poucos pedágios). Chegamos em Serrana já no fim da tarde e fomos direto para casa do Ricardo Brasileiro e Vanessa, ambos do Ibis que nos receberam por lá. Nosso show foi no CECAC, um Centro Cultural que na verdade é uma ocupação dos roqueiros da cidade e que tem estrutura excelente para shows num espaço que deve caber lotado umas 120 pessoas.

Fiquei pensando que se em todas as cidades pequenas tivessem um espaço como aquele para o rock rolar a nossa realidade seria outra, foi muito emocionante participar de algum jeito disso. Nos cartazes de shows tinha coisas do Ratos de Porão, Cólera, Nevilton, Calistoga e por aí vai espalhados pela parede. Fizemos um bate-papo com a gestão do espaço sobre as atividades do Dosol, editais e afins. Muito bom dividir conhecimento com uma iniciativa assim.

Montamos tudo e ficamos pelo espaço esperando o show. Umas 50 pessoas passaram por lá no domingão e foi lindo demais tocar ali. O lugar tem uma magia. Tocamos, a turma pediu bis, entoavam cantos de futebol com o nosso nome (todo mundo do espaço é fanátco por futebol). Num dos cartazes tinha escrito: sem futebol a revolução é inviável! O Ibis veio em seguida num punk rock bem simples e honesto. Gostei bastante. E Ibis é também uma homenagem ao time pernambucano de mesmo nome, considerado o pior time do mundo.

Já já voltamos com os relatos das atividades em Bragança e São Paulo capital.

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