COMO FOI? CAMARONES NO URUGUAI


Camarones e Gonzo (Silverados) na casa/sede dos Cangrejos

Viajar para um país em que você nunca esteve sempre causa aquele frio na barriga de quem anda rumo ao desconhecido, mas basta chegar para perceber que na real as coisas não mudam tanto assim de um lugar para o outro. Nossa primeira tour no Uruguai foi lindíssima e é sobre ela que vamos falar tudo agora.

Dois vôos de mais ou menos 3 horas nos tiraram de Natal e nos jogaram em Montevideo na bela capital Uruguaia. Quarta para quinta, quase meia noite e todo o contato que tínhamos foi feito pelo facebook com o vocalista dos Silverados, o Gonzo. Ou seja, a possibilidade de não ter ninguém nos esperando era real. Logo que saímos do desembarque vimos um figura toda de preto com uma jaqueta a la Ramones acenando para nós.  Gonzo não só estava lá como arrastou para o aeroporto sua esposa e uma caminhonete enorme para carregar toda a nossa bagagem. O rock é uma entidade global linda de morrer!!!

Atravessamos a cidade pela orla (22km ao todo) e chegamos ao centro de Montevideo, nosso hotel (o que nos propomos a pagar) era simples, antigo e bem old school. Um prédio de 100 anos ou mais como centenas de outros espalhados por toda a cidade. Não vou mentir que dormir na primeira noite não foi fácil. O clima era filme de terror total!  Ao amanhecer nos deparamos com a incrível arquitetura de Montevideo, uma cidade muito europeia, limpa, arrumada e com a sensação de ser maior do que o número de moradores que possuiu (é difícil ver muvuca com muita gente nas ruas, estilo Brasil). Aproveitamos o dia para passear, conhecer e curtir.


Ana Morena no Centro Histórico de Montevideo

De noite, tivemos nosso primeiro compromisso por aqui. Gonzo nos convidou para um churrasco em sua casa e convidou a turma do Silverados e do Motosierra para celebrar. A casa de Gonzo é uma verdadeiro museu do rock. Fanático pelos Ramones e pelo Motorhead eles nos mostrou centenas de traquitanas das duas bandas e uma coleção de bootlegs dos Ramones que  é considerada a maior da sulamerica. Se ele resolvesse abrir um museu com o que tem daria fácil!

Churrasco quente, cervejas uruguaias e rock a noite toda nos aproximaram mais do rock portenho e dos nosso anfitriões.

Sexta era dia de show, a princípio, o único que faríamos no Uruguai já que todas as tentativas de tocarmos no sábado tinham dado errado. Gonzo nos apanhou bem cedo e fomos direto pro Amarcord, pub bem no centro da cidade e bem perto do hotel. Por lá conhecemos Martin, proprietário da casa e passamos o som. O espaço cabe umas 300 pessoas, com um bom palco e bom backline. Nesse dia dividimos o palco com o pessoal dos Cangrejos, banda Uruguaia que toca uma misto de blues e rock (bela banda). Assim que passamos o som descobrimos que os Cangrejos tinham feito um jantar para nós, pizzas deliciosas feitas a lenha com cerveja acompanhando, tudo no alto de um prédio antigo do centro. Muito massa!


Amarcord, local dos nosso dois shows. Muito bom!

Ficamos por lá e rumamos pro espaço por volta das 24h (tinha acabado de abrir). Tinham quatro bandas na programação e éramos a terceira, ou seja, 03 da manhã era uma previsão mínima pro show começar. Uma banda bem verdinha abriu a programação seguida show muito bom dos Cangrejos, pegamos o palco umas 3h20 com a casa recebendo um bom público (que continuou a chegar mesmo na hora avançada). Tocamos meia hora sem parar, encerramos o show, a turma pediu bis, voltamos mandamos mais uma e fim de papo. Apesar de moídos ainda deu tempo vender no merchadising, trocar alguma ideia (foi difícil entender o espanhol bêbado da maioria) e ir para casa. Para nossa surpresa, Martin, dono do  Amarcord, perguntou a Gonzo se já tínhamos compromisso pro outro dia e numa conversa rápida acertamos de voltar no sábado e fazer o tão sonhado show extra que fazia quatro semanas que estávamos atrás. Então sábado seria dia de rock attack novamente!

Chegamos em casa de manhã e o sábado ficou preguiçoso, com compromisso para noite alguns de nós foram guerreiros e foram passear e outros ficaram dormindo para recuperar as energias. Voltamos ao Amarcord, passamos o som e dessa vez pedimos para abrir a programação. Perto de 24h30 começamos o show para um público bem diferente da primeira noite (que era mais rock). Com mais tempo tocamos um set um pouco maior e foi novamente excelente. Fazer dois shows no mesmo final de semana em Montevideo não é tarefa muito fácil, até para bandas mais rodadas. Considero uma vitória conseguir as duas pautas e saímos totalmente satisfeitos da empreitada.

Domingo de off foi dia de ir a feiras, mercados e dar um rolé. Já etsamos de mala pronta para pegar o barco (literalmente) e seguir para Buenos Aires, mas isso é assunto para outra hora! Até la!

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2 respostas a COMO FOI? CAMARONES NO URUGUAI

  1. Manoel Bomfimn disse:

    Karamba… É bonito ver o rock potiguar brilhando no meio do mundo, através de vocês. Parabéns, Foca, Ana e demais componentes. E a nossa OWNER fica toda paba com tudo isso, né naum…!!!

    1 abraço a todos. E viva o Rock Camaronense…!!!

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