COMO FOI? CAMARONES EM SÃO PAULO E MARÍLIA


Em ação em Marília, show excelente!

Já estamos na estrada para cumprir agenda no estado de SP. Ao todo serão 15 atividades entre shows, palestras e visita a mídias. Chegamos em São Paulo e nos deparamos de cara com o maior frio do ano, coisa de 8º não chegando a máxima nem a 15 na quinta. Nessa época o comum é que os dias sejam frios e ensolarados mas demos um azar e o dia foi todo chuvoso, deixamos a sensação térmica ainda pior.

Tomamos coragem e às 21h já estávamos no Fidalga33 para nosso primeiro show. O espaço, bem tradicional para shows na Vila Madalena, é aconchegante, tem um bom sistema de som e tem a característica de todos os principais pubs paulistas: nunca cabem mais que 200 pessoas. Ambiente perfeito para shows estilo inferninho que a gente tanto gosta. Fizemos uma passagem de som rápida e esperamos dar a hora do show batendo um papo com amigos potiguares que vieram nos prestigiar.

Perto das 24h30 começamos o show e foi duro esquentar naquela friaca, a coisa só fluiu mesmo do meio pro fim e terminou num saldo bem positivo com cerca de 70 pessoas na noite fria assitindo. Na sequência veio o Vinda, banda do amigo e músico Vini Dávilla que me surpreendeu positivamente com um vocal excelente, boas composições e uma banda bem afiada. É bom saber que um cara talentoso como ele finalmente está em ação com um grupo. O Rebubina, outro banda que estava agendada para noite, não tocou porque um dos caras ficou preso em Porto Alegre devido aos problemas com o vulcão chileno que fechou o espaço aéreo gaúcho.

No outro dia, antes do almoço, já estávamos na estrada para Marília, longe cerca de 450km de São Paulo. Pista dupla, estrada sem tráfego e uma inédita saída tranquila da capital paulista nos fizeram ganhar tempo e seis pedágios depois (quase 70 mangos a menos no nosso caixa) chegamos ao destino antes do esperado. Marília e um município bem grande com cerca de 250.000 pessoas. Por aqui as atividades roqueiras na nossa estadia estavam a cargo do pessoal do Caipira Bruto, um coletivo local que tem atividades com música, quadrinhos, moda e fotografia. O espaço do show, chamado Cão Pererê, é uma das poucas opções pra shows autorais, com um porão na parte de baixo todo montado com um brechó, um bar no meio e na parte de cima é onde o rock acontece, devendo caber ao todo umas 250 cabeças. Deveríamos ter perto de 150 em mais essa noite fria para conferir as quatro bandas que entrariam em ação.


Galera na noite fria de Marília

Ficamos com a incubência de fechar a programação, sempre uma opção ruim para quem está na estrada, mas engolimos o choro, respeitamos a escolha da produção e ficamos esperando dar a nossa vez. O Baratas Grandes abriu a programação já perto de uma da manhã com um rock bem dançante no melhor estilo Little Quail, o Monkeyberry de Londrina deu um clima “rock novo”, com ares de Strokes e bandas mais novas na sua sonoridade bem resolvida e antes da gente ainda tocaram os excelentes e roqueiros locais Vitrola Vil.

Quando a produção trata sua banda como “atração” (muito obrigado por tudo mans) não resta outra coisa a fazer a não ser ir lá e sentar a mão. Nosso estado era crítico, duas noite sem dormir, preocupados com as outras 13 atividades que ainda estão por vir mas pensando que se alguém fica até 3h30 da manhã esperando para você tocar, temos quase que a obrigação de fazer o melhor show de rock das nossas vidas (todos os dias). Bem, atochamos os amps, demos uma alongada e paw! 30 minutos non stop de rock respondidos prontamente por um excelente público que ficou no rolê até o final. E quando cria-se um misto de show de rock e show do público é aquilo né? Sentimento roqueiro 100% atingido que é sempre o ideal para qualquer show. Vendemos muito discos, fizemos novos amigos e já estamos de malas prontas para Bauru. Aguardem novos relatos assim que tivermos um folga. Valeu!

 

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