CLIPPING – PORÃO DO ROCK: O GLOBO

Excentricidade das bandas marca último dia do Porão do Rock

Plantão | 31/07 às 09h26 Michele Miranda ([email protected])

BRASÍLIA – Se no primeiro dia do Porão do Rock o heavy metal dominou, a falta de representantes de peso do gênero no segundo dia esvaziou os três palcos do festival, que recebeu 35 mil pessoas na sexta-feira e 20 mil neste sábado, no complexo Nilson Nelson, em Brasília. Com um público mais enxuto, a excentricidade ganhou destaque. Jon Spencer Blues Explosion vetou o uso do telão e luzes no palco. Os nova-iorquinos, que fecharam o evento, queriam um clima sombrio, não liberaram o uso da imagem nem o setlist e ainda recusaram pedidos de entrevista. A volta do DeFalla com a formação original dos dois primeiros discos, após 22 anos de separação, mostrou que Edu K ainda está em perfeita forma para apresentar seu rock indecente, cheio de apelo erótico.

- Parece que o tempo não passou. Tenho muita culpa no afastamento da banda, porque virei um ditador e queria mandar até no jeito de os integrantes se vestirem. Mas agora voltamos e queremos dar continuidade ao trabalho espontâneo e experimental que sempre fizemos – disse o músico que vestia calça justa feminina, após se pendurar nas estruturas de ferro do palco, rebolar, tomar mamadeira e provocar a plateia. – Antes de fazer show, não existe nada melhor do que uma maratona de “Bob Esponja” – completou.

Um festival que reúne de Hamilton de Holanda a Ratos de Porão, passando por Krisium e Érika Martins, pode parecer um tanto estranho. Mas não é. Pelo menos, não para os organizadores.

- Nosso objetivo é produzir um festival de rock com todas as suas vertentes. Temos três palcos para que haja possibilidade de hardcore/metal, indie/garage e um aberto à experimentação, como é o caso do Hamilton de Holanda. Acreditamos que exista público para tudo isso _ explicou o curador e produtor executivo do Porão do Rock, Gustavo Sá, que aproveitou para comentar os benefícios das bandas: _Todas têm cachê entre R$ 2 e R$ 3 mil, mais hospedagem e transporte.

A surf music foi representada por três – excelentes – bandas durante o evento. Os argentinos The Tormentos, os paulistas Dead Rocks e Camarones Orquestra Guitarrística, que vem do Rio Grande do Norte e merece atenção. Wander Wildner levou o público à loucura ao entoar seu punk brega, com canções como “Bebendo vinho” e “Lonely Boy”. Bianca Jordão, ex-líder do Leela, repareceu nos palcos com a nova e apimentada banda Brollies & Apples. A loirinha está bem diferente, com um look sexy e provocativo – com direito a saia curtíssima – para lançar o sugestivo primeiro CD, “This is an organized orgy”. E teve muito metaleiro se rendendo ao rock fofo de Érika Martins…

LINK: http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cultura/mat/2011/07/31/excentricidade-das-bandas-marca-ultimo-dia-do-porao-do-rock-925024696.asp

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