CLIPPING PORÃO DO ROCK 2011 – RRRUIDO

Porão do Rock

Porão do Rock na 14ª edição. Aproximadamente 55 mil pessoas passaram pelo estacionamento do Ginásio Nilson Nelson neste final de semana. Foram 43 bandas nacionais e internacionais que tocaram simultaneamente em três palcos: Palco Antarctica Sub Zero, Chilli beans e UniCeub. Como os outros festivais, o público teve que ficar atento a programação para não perder os shows.

Como o ano passado, os palcos permaneceram nos mesmos lugares, a única coisa que aparentemente mudou foi o lounge para as pessoas que tinham entrada VIP. Segundo dados da ONG Porão do Rock, a arrecadação de alimento bateu recorde esse, foram 24 toneladas arrecadadas nos dois dias de festival que serão distribuídas entre 100 instituições carentes.

Bandas do circuito alternativo brasileiro participaram desta edição, como Garotas Suecas (SP) e os curitibanos do Copacabana Club. As figurinhas carimbadas também não puderam faltar, como Ratos de Porão (SP), Dead Fish (ES) e Raimundos (DF). Sempre trazendo no mínimo alguma atração internacional, marcaram presença a The Dt’s (EUA), os argentinos The Tormentos, além da grande atração Jon Spencer Blues Explosion (USA).

O diferencial do primeiro dia do festival foi o público que compareceu em peso. Rockeiros vindo de todos os cantos do DF e sempre o público do hard-core e heave metal fiel ao som. Muitos chegaram para prestigiar a famosa Copacabana Club e escutar seu hit Do it. Foi o ápice do show.

A mistura do rock com música típica nordestina instigou a curiosidade do público que ali esperava. A Cidadão Instigado, que vive de música independente desde 1994, fez um show fervoroso em que os fãs, em peso, cantavam  e cantaloravam até os solos de guitarra.

A banda The Dt’s (EUA) estava super empolgada por estar na capital do Brasil. Com a voz lembrando traços da querida Janes Joplin e com o acompanhamento do rock’n’roll setentista de raiz, Diana cantou e encantou o público. Mesmo para aqueles que não conheciam a banda, The Dt’s marcou presença e conquistou fãs. Outra americana esperada foi a Helmet que também agradou.

E pra encerrar a primeira noite, a multidão ferrenha ficou até 2h30 da manhã para ver uma das bandas e show mais aguardado: Dead Fish (ES).  Foi impressionante o tanto de gente que esperou os capixabas. E o Dead Fish não deixou por menos: show com muitos pulos, gritos e o short com tênis de skatista que só o Rodrigo consegue usar. E foi com chave de ouro que o primeiro dia encerrou.

Ao contrario do primeiro, no segundo dia era nítida a diminuição do público. O que fez causou questionamento: por que houve uma má distribuição das bandas do primeiro para o segundo dia? Tanto que o segundo dia acabou mais cedo.

Não menos importante,no segundo dia o RRRuído adotou uma banda nesta edição do festival: Camarones Orquestra Guitarrística (RN). Sem vocalista , apenas com instrumental e o sorriso largo e contagiante de se ver da baixista, a Camarones surpreendeu. Foi bom ver o rock’n’roll de raiz na cena independente brasileira. Com um pout pourri de várias musicas conhecidas e até calypso, as guitarras afinadas vindas diretamente de Natal surpreendeu.

O segundo dia também contou com a presença da americana Jon Spencer Blues Explosion, o show mais esperado da noite. Com o telão do palco desligado (infelicidade para os que estavam distantes) e uma disposição mais aconchegante, os três integrantes finalizaram o festival.

http://www.rrruido.com/2011/08/01/porao-do-rock-2011/

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