CLIPPING: PARÁ MÚSICA

Primeiro dia de Conexão Vivo

Trio Manari e Orquestra Guitarrística foram os destaques da primeira noite do evento em Belém

Por Vívian Carvalho
Banda potiguar foi um dos destaques da noiteBanda potiguar foi um dos destaques da noiteA estudante de arquitetura, Cristina Souza, de 26 anos, não se cabia de tanta ansiedade para ver o show de um de seus maiores ídolos: Lenine.

Sem arredar o pé, desde às 19h de ontem, da praça Dom Pedro II, Cristina não via a hora da entrada do cantor pernambucano. “Sou muito fã de Lenine. E acho maravilhoso poder vê-lo em uma Praça, em um local aberto ao público, ainda mais de graça”, disse.

Assim como Cristina, a maioria do público que lotou a Praça, ontem (27 de outubro), estava ansiosa para ver o show do cantor, que subiu ao palco já de madrugada para fechar a primeira noite do evento Conexão Vivo em Belém.

Mas, antes dele, os paraenses puderam conferir outras seis atrações musicais, com artistas do Paraná, Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Uma verdadeira diversidade de estilos e ritmos foi apresentada nos dois palcos montados especialmente para o evento. O primeiro dia do Conexão Vivo em Belém reuniu 10 mil pessoas.

A noite começou com os paranaenses Deco Sampaio & Os Penetras (PR) que subiram ao palco quase às 20h para apresentar o seu som que mistura rock, soul e MPB com letras que falam sobre política, problemas ambientais e relacionamentos amorosos.  “Nós já tivemos a experiência de tocar em Castanhal. E é uma oportunidade única poder participar de um Festival que valoriza a música independente, onde a mídia não alcança”, opinou o vocalista Deco Sampaio.

Depois, foi a vez do paraense Ivan Cardoso, que animou a plateia com uma mistura de ritmos, desde samba, até carimbó, xote, reggae e baião.

O Trio Manari, que se apresentou em seguida, foi um dos grandes destaques da noite.  O show contou com participações especiais do contrabaixista MG Calibre – que brindou o público com excelentes solos – o experiente baixista Adelbert Carneiro e a cantora paraense Érika Nunes, que cantou a música Baluaiê, do maestro WaldemarHenrique.

“Nós sempre convidamos vários músicos para participarem dos shows. A Érika, por exemplo, é uma excelente cantora, que não é muito conhecida por aqui. O Calibre é um grande parceiro, que gostamos muito. O Trio Manari é isso, é a junção de vários ritmos”, conta o percussionista da banda, Nazaco Gomes.

O show do Trio Manari foi um dos mais aplaudidos. Interagindo constantemente com o público, os músicos apresentaram uma fusão de ritmos, como a cúmbia, o merengue e o carimbó, fruto da extensa pesquisa feita com os tambores e sons da região Amazônica.

Depois do show intimista do Suíte dos Orixás (MG), que com flauta, percussão, bateria, vibrafone e contrabaixo, apresentou um repertório com base nos ritmos afrobrasileiros, subiu ao palco a banda mais jovem e roqueira da noite: Camarones Orquestra Guitarrística (RN).

Junto com Trio Manari a “Camarones” foi a grande sensação da noite. O quinteto de música instrumental apresentou um rock dançante que mistura elementos do ska, pop e surf music. “Pio Lobato e Felipe Cordeiro estão entre as nossas referências musicais, gostamos muito do som deles”, contou o tecladista Foca.

Lenine fez um passeio por vários sucessos de sua carreira Lenine fez um passeio por vários sucessos de sua carreira

Como uma boa banda de rock, no meio do show o “Camarones” pediu que todos os metaleiros da plateia soltassem os cabelos e batessem cabeça ouvindo as músicas pesadas do quinteto. Destaque para a baixista Ana Morena que, no centro do palco, aumentava a atmosfera rock’n’roll tocando e dançando de uma forma que contagiou toda a plateia.

E após Marku Ribas (MG), que fez uma mistura de ritmos brasileiros com black music e jazz, subiu ao palco o artista mais aguardado da noite: Lenine. O cantor fez um passeio por vários sucessos de sua carreira, cantando músicas como “Aquilo que dá no Coração”, “Magra”, “Paciência”, “O Homem dos Olhos de Raio X”, entre outras.

“A gente tá aqui em Belém, cidade que eu adoro. Então, vou tocar um pouco de tudo, não vão ser só músicas do meu show atual Lenine.doc, vou fazer uma mistura boa”, contou Lenine em entrevista concedida antes do show ao Portal.

Como o prometido, o repertório contou também com músicas de outros compositores, como “A Banda do Zé Pretinho”, de Jorge Bem Jor, e o carimbó mais famoso do Pará, Sinhá Pureza, do Pinduca.

Conexão Vivo:

O programa Conexão Vivo é uma iniciativa da Vivo que conta com o patrocínio da Lei Semear e do Governo do Estado do Pará e com a parceria da Prefeitura Municipal de Belém. Trata-se de uma oportunidade para artistas e produtores promoverem e difundirem seus trabalhos em toda a rede de parceiros pelo Brasil. O circuito, que chega novamente ao Pará, oferece ao público a chance de apreciar o trabalho de artistas renomados e do que há de mais consistente entre os destaques da nova cena brasileira.

“O Conexão Vivo é uma janela, um recorte do que está acontecendo no cenário musical brasileiro. E com shows que unem tanto artistas experientes como aqueles que estão começando agora. O Programa prioriza a diversidade e dá a possibilidade de artistas se deslocarem e terem contato com músicos de vários estados diferentes”, explicou o coordenador da Conexão Vivo, Kuru Lima.

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