CLIPPING CAMARONES NO PORÃO DO ROCK – BLOGS CORREIO BRAZILIENSE

Segundo dia
O sábado dos headbangers foi morno em comparação à sexta-feira. Um público esparso entrou no ginásio para conferir um line-up que começou bem, com a agitação da precoce Cynthia Mara no comando dos meninos do Pleiades, de Belo Horizonte: heavy metal bem executado e empolgado. A congregação de fãs ficou restrita a algumas centenas nos principais números da noite, com o tradicional Krisiun (RS), e a novidade de metal melódico Symfonia, comandada pela voz do ex-Angra André Matos e um time internacional de experientes músicos do gênero.

Das boas bandas instrumentais que passaram pelo festival, a Camarones Orquestra Guitarrística, de Natal, chamou a atenção pela simpatia e pela variedade de estilos, da surf music ao metal, mas sempre dançante.

Dois dos maiores nomes do rock gaúcho marcaram presença. Wander Wildner esbanjou carisma numa apresentação repleta de clássicos (Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro, Bebendo vinho, Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo…). Amigo punk, que encerrou o show antes do bis, foi dedicado a Tom Capone, falecido produtor brasiliense que assinou os primeiros discos do cantor. Na plateia dele, estavam os conterrâneos do DeFalla, que, depois, fariam um dos melhores shows de sábado — com a formação original da banda porto-alegrense e interpretando clássicos dos dois primeiros discos (pioneiros no Brasil na mistura de rock com rap). O tresloucado vocalista Edu K é um show à parte, subindo nas caixas de som e escalando colunas do palco.

Antes de The Jon Spencer Blues Explosion, um dos nomes no headline do evento, os brasilienses do Bílis Negra não frustraram as expectativas. Bem-humorados e descarados, os irmãos Breno Brites e Bruno Prieto tocaram pelo menos dois candidatos a hits (Amar é uma simples troca e Conjuntivite, ironicamente dedicada ao pai de Amy Winehouse) e prepararam o terreno para a sobrecarga noise do trio nova-iorquino.

As guitarras de Jon Spencer e Judah Bauer, acrescidas à bateria de Russel Simins, pareciam uma coisa só: um rock ‘n’ roll gritado e, em alguns momentos, emplastrado de timbres eletrônicos (criados por um theremin, instrumento que gera sons em contato com ondas sonoras), ao mesmo tempo retrô (blueseiro e garageiro) e moderno, sem ceder à

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